2 de fev de 2018

RESENHA: FRAUDE LEGÍTIMA

FRAUDE LEGÍTIMA

Autora: E. Lockhart

Editora: Seguinte 

Páginas: 280

Ano: 2017

Nota: 4/5


Sinopse: Jule West Williams é uma garota capaz de se adaptar a qualquer lugar ou situação. Imogen Sokoloff é uma herdeira milionária fugindo de suas responsabilidades. Além do fato de serem órfãs, as duas garotas têm pouco em comum, mas isso não as impede de desenvolver uma amizade intensa quando se reencontram anos depois de terem se conhecido no colégio. Elas passam os dias em meio a luxo e privilégios, até que uma série de eventos estranhos começa a tomar curso, culminando no trágico suicídio de Imogen e forçando Jule a descobrir como viver sem sua melhor amiga. Mas, talvez, as histórias das duas garotas tenham se unido de maneira inexorável — e seja tarde demais para voltar atrás.


Olá leitores!!! Como estão as leituras de vocês? Espero que melhores que as minhas. Já comecei o ano não cumprindo minhas metas, mas vida que segue e as leituras também. Hoje vamos falar sobre o livro Fraude Legítima, da autora E. Lockhart. Essa escritora já tem um histórico literário de grande sucesso, seu primeiro livro lançado no Brasil foi O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks (2013), que inclusive temos resenha aqui no blog. O segundo livro de E. Lockhart publicado no pais foi Mentirosos (2014), que com certeza a consagrou com uma escritora de renome no brasil. E no final de 2017 tivemos a grata surpresa de seu novo livro Fraude Legítima, que todos estávamos com altas expectativas.

Logo no primeiro capitulo nos é apresentada Jule, uma garota que está se escondendo de tudo e de todos. Ela se encontra em um hotel no México e quando alguém se aproxima para conversar, a mesma fica nervosa e desconfiada, devido ao seu passado que nos é escondido durante os primeiros capítulos do livro. Vemos ao longo da leitura que isso aconteceu logo após o suicídio de sua melhor amiga Imogen, uma menina adotada, com pais ricos e que se sentia deslocada de alguma forma. Jule e Imogen eram muito próximas, quase a mesma pessoa e o ocorrido inesperado deixou todos muito chocados.


Primeira curiosidade do livro, ele começa de trás para frente. Nós começamos o livro no capitulo 18 e com o passar das páginas vamos descobrindo o que realmente aconteceu com a protagonista. Isso me deixou extremamente curiosa, pois no começo queremos entender o porquê da protagonista está no México e porque ela é tão reclusa e discreta em relação as pessoas.

Todo esse mistério do passado de Jule é contado no livro, retornando ao motivo de ela querer se proteger de tudo. É intrigante a forma fria e calculista que a protagonista tem, chegando a ser violenta e de certa forma brutal. Ela não é uma garota com medo e sim uma garota que nos dá medo. A construção da personalidade dela é muito curiosa, pois durante a leitura eu fiquei intrigada com cada capitulo que passava. Nós não imaginamos o que o passado de Jule esconde e isso torna tudo mais impressionante.


Quando eu estava lendo tive a sensação de estar sendo totalmente enganada, mas acreditei que Jule era uma boa pessoa, porem triste pois perdeu sua amiga e queria um tempo. Mas eu fui ludibriada, o que é uma característica da E. Lockhart. A autora escreve de uma forma tão bem construída que nos faz realmente acreditar na personagem, acreditar que mesmo que ela tendo feito coisas no passado isso não define ela por completo.

“... nossas piores ações nos definem? Ou somos melhores do que as piores coisas que já fizemos? “

E. Lockhart conseguiu me surpreender novamente, mostrando que nem tudo é o que parece, que podemos ser uma fraude sustentadas por nós mesmos. É muito bom voltar a ler um livro da escritora, amo encontrar livros do mesmo autor mas com temáticas diferentes, com novas ideias e caminhos a serem explorados. É muito boa a forma como a história é imprevisível fazendo com que o leitor não pare a leitura por nada.

É importante destacar a forma que o livro é “entregue” ao leitor, com a história começando de trás para frente nos faz ter mais curiosidade e o enredo prende o leitor a cada página. Talvez se ele tivesse começado como um livro normal eu não gostasse tanto, pois não ter algo de inovador. Mas da forma que ele ficou é incrível e impressionante. Li o livro em poucos dias, a leitura fluiu de tal forma que não consegui largar o livro enquanto não terminei. Além disso a edição está linda, a capa condiz totalmente com a história e a editora Seguinte foi extremamente feliz nesse lançamento.



Por: Monique Braga

1 de fev de 2018

5 MOTIVOS PARA LER A TRILOGIA DOS ESPINHOS



Ano passado eu estava à procura de um livro leve para intercalar minhas leituras mais pesadas. Eis que me deparei com Prince of Thorns, o primeiro livro da aclamada Trilogia dos Espinhos de Mark Lawrence. Resolvi dar uma chance ao livro, pensando que encontraria uma fantasia leve e um pouco juvenil. Entretanto, logo nas primeiras páginas fui surpreendido com uma leitura pesada e um universo incrível, um livro que com certeza não é juvenil.

Logo após terminar minha leitura de Prince of Thorns, me vi tão imerso e apaixonado que não consegui engajar em nenhuma outra leitura até ter em mãos o segundo volume da trilogia, King of Thorns. E antes de terminar o ano já tinha fechado toda a trilogia. Senhoras e senhores, que grata surpresa. A Trilogia dos Espinhos acabou se tornando minha melhor leitura de 2017 e uma das melhores da minha vida e hoje nesse post de recomendação, irei listas cinco motivos para vocês darem uma chance a esse incrível universo criado por Lawrence.

Vamos lá:


5 – A Edição: Apesar de não estar relacionada à história em sí, é sempre bom ter livros bonitos na nossa estante. A edição brasileira lançada pela maravilhosa Darkside Books já é um bom motivo para dar uma chance ao universo. Capas duras estampando artes lindas e uma excelente diagramação, isso que você irá encontrar nos exemplares brasileiros.

4 – A Escrita de Mark Lawrence: Posso resumir esse ponto na seguinte frase: MARK LAWRENCE ESCREVE PRA CARAMBA!
A descrição de seu universo é bem detalhada, o que nos faz crer nele, mesmo com toda a complexidade que o envolve. Aventura, tramas políticas, cenas de ação, diálogos, construção narrativa, desenvolvimento de cenário e personagens, todos os aspectos são brilhantemente ilustrados até o ponto em quem você para de ver letras e a história simplesmente flui como um filme na sua cabeça.

3 – Realismo: Apesar de se tratar de uma fantasia dark, os acontecimentos são plenamente plausíveis com a idade média que conhecemos. A retratação da sociedade na época imposta remete muito a tudo que conhecemos historicamente, isso dá profundidade para o universo. Tudo é muito cru e visceral, a violência não está lá apenas para agradar ao público, ela serve para desenvolver os personagens e fazer a trama andar para frente. Ainda assim, é sempre gratificante ver uma batalha brutal ou outra.

2 – O Universo: Não direi nada a respeito da época em que os livros se passam, porquê acho pertinente os novos leitores decifrarem isso sozinhos e terem a mesma surpresa que tive. O que posso dizer é que o modo como isso nos é apresentado é muito bem encaixado, Lawrence não simplesmente joga os elementos do universo na boca de um personagem, ele vai entregando os elementos e deixando que isso se monte na cabeça do leitor, desde seus personagens até seus cenários e acontecimentos, nada é gratuito, tudo gira em torno da história e da construção do universo.

1 – O Protagonista: A Trilogia dos Espinhos é narrada em primeira pessoa, sob os olhos do príncipe Honório Jorg Ancrath, um jovem que teve sua mãe e irmão assassinados de forma brutal e foi jogado em um arbusto de roseira brava, tendo ele mesmo quase morrido. Aos 10 anos de idade, Jorg fugiu do castelo de seu pai levando vários prisioneiros e eventualmente acaba os liderando em uma irmandade.
É impressionante a construção de personagem que o autor faz em Honório Jorg Ancrath, é difícil acreditar que alguém tão novo seja capaz de fazer as coisas que vemos o anti-herói fazer, mas a narrativa contada em duas linhas de tempo rapidamente nos faz crer nos acontecimentos.
Diversas vezes durante a leitura, podemos nos pegar pensando no motivo pelo qual torcemos por alguém tão perverso. A verdade é que o grande trunfo do livro é seu protagonista e como Lawrence nos faz embarcar em sua jornada de vingança e busca pelo poder. É curioso acompanhar a ascensão de alguém que não é exatamente um herói e que trabalha apenas em função de seus próprios interesses. Orgulhoso, frio, calculista e cruel, esse é Jorg Ancrath.


Em 2014, Mark Lawrence lançou o Volume 1 de uma nova trilogia chamada A Guerra da Rainha Vermelha, o primeiro livro se chama Prince Of Fools e se trata de um Spin Off de A Trilogia dos Espinhos, acompanhando outro personagem, o príncipe Jalan Kendeth em uma aventura paralela à de Jorg. Caso tenham interesse, posso trazer uma resenha completa do primeiro volume assim que finalizar minha leitura.

Esperamos que o post tenha agradado vocês e que tenha os instigado a ler essa maravilhosa obra. Aqui fica a nossa recomendação. Os que lerem não irão se arrepender!


Por: Rennan Gardini

25 de jan de 2018

RESENHA: BLACK HOLE

BLACK HOLE

Autor: Charles Burns

Editora: Darkside

Páginas: 368

Ano: 2017

Nota: 5/5

Sinopse: Black Hole se passa nos arredores de Seattle, extremo noroeste dos Estados Unidos, em meados da década de 1970, quando uma praga inominável e traiçoeira se alastra entre os adolescentes locais através do contato sexual e parece não poupar ninguém. Ela se manifesta de maneira diferente em cada um dos infectados — enquanto alguns apresentam apenas manchas na pele, algo sutil e fácil de ocultar, outros se transformam em grotescas aberrações, vagas lembranças do que foram um dia. E uma vez que você foi contaminado, não há mais volta. Para estes seres monstruosos, não há alternativa além do auto-exílio em acampamentos precários, na floresta que circunda a região. Conforme vamos nos familiarizando com os diversos protagonistas da história — garotos e garotas que foram infectados, outros que não foram e aqueles que estão prestes a ser —, o clima de horror, delírio e insanidade toma conta dos adolescentes. Black Hole apresenta um retrato soberbo e inquietante da alienação dos tempos colegiais, repleto de selvageria e crueldade e hormônios à flor da pele, que dialogam com a angústia, o tédio e as necessidades mais profundas de nossa própria aceitação que dominam essa época da vida.


OBS: Antes de começar, gostaria de dizer que é minha primeira vez resenhando algo que não seja um filme. Caso achem pertinente continuar, posso trazer mais resenhas voltadas a quadrinhos e livros. Agora, vamos à Black Hole.

O período da adolescência é pautado por bons e maus momentos. As inseguranças e angústia costumam se fazerem bem presentes nessa época. Várias obras conseguem representar muito bem esse período, algumas de maneira mais cômica e outras com extrema profundidade. Black Hole se encaixa nessa segunda opção.

A obra-prima de Charles Burns, foi originalmente publicada entre 1993 e 2004 pela Fantagraphics e pela Kitchen Sink Press em 12 edições. Ganhou vários prêmios, incluindo o Harvey Awards de Melhor Artista em 1998, 1999, 2001, 2002, 2004 e 2006; o Harvey Awards e o Eisner Awards de Melhor Graphic Novel em 2006; o Ignatz Awards de Melhor Antologia em 2006 e por fim o Prêmio Para Obras Fundamentais no Festival de Angoulême em 2007. Resumindo, MUITOS PRÊMIOS.

Foi trazida recentemente para o Brasil pela maravilhosa Darkside Books em seu recém-inaugurado selo Darkside Graphic Novel, que também nos brindou com excelentes obras como Wytches e Meu Amigo Dahmer. A edição em capa dura reúne os doze volumes originais em 368 páginas.


Black Hole se passa nos arredores de Seattle em meados da década de 70, enquanto uma praga se alastra entre os jovens da região através do contato sexual. A história segue alguns jovens da cidade e demonstra como o contato com a doença que deforma seus corpos vira a vida deles de cabeça para baixo. Com o povo da cidade deixando claro que os infectados não são mais bem vindos entre eles, não resta escolha aos jovens senão se isolar em uma floresta próxima da cidade, abandonando a escola, a família e a sociedade.

De cara posso afirmar que Charles Burns é um verdadeiro artista. Pensar que Black Hole inteira foi idealizada e realizada apenas por ele é quase surreal. A arte é bem retrô e a ambientação dos anos 70 é bem realista. Os jovens na história se encontram em uma fase em que querem liberdade e curtir a juventude e o clima da época casa muito bem com todos os acontecimentos da trama.

A trama de Black Hole é construída em metáforas, presentes tanto na arte quanto no roteiro. Essas metáforas não são apenas as mais óbvias, como o início da Aids, que se passa bem no período que o quadrinho emprega, as metáforas de Black Hole passeiam por tudo que permeia a vida de um adolescente. Sejam os momentos de autodescoberta, a insegurança e os medos, ou coisas mais profundas como a sensação de abandono e o que acontece com uma pessoa sujeita a Bullying, tudo isso é brilhantemente encaixado na trama pelo roteiro de Burns.


Em momentos em que ocorrem sonhos, devaneios, lembranças ou viagens dos personagens, os quadros ficam tremidos, dando uma sensação de ilusão. Isso ajuda o leitor a embarcar na história junto com os protagonistas, Keith Pearson e Chris Rhodes, que funcionam como o centro da trama e nos ajudam a entender como tudo funciona sem explicações piegas.

Black Hole é um quadrinho extremamente pesado, apesar de ter poucos momentos de real violência. Seu peso está nos seus personagens e nos acontecimentos que os permeiam. A jornada dos protagonistas é bastante deprimente e torna mesmo uma coisa que pode parecer tão surreal mais realista. As deformidades em si já são perturbadoras, indo de coisas mais simples como protuberâncias e caudas até coisas absurdas, como trocas de pele e uma segunda boca. Burns consegue demonstrar muito bem como essas deformidades afetam o psicológico de seus personagens. Apesar de todos os seus pontos positivos, diria que se você não é acostumado a ler quadrinhos, seria uma boa ideia começar por algo mais leve.

Não seria exagero dizer que Black Hole figura entre as melhores graphic novels da história. Sua profundidade a faz obrigatória aos amantes do gênero e demonstra como os quadrinhos são uma forma excelente de se contar uma história.



Por: Rennan Gardini

18 de jan de 2018

RESENHA: TARTARUGAS ATÉ LÁ EMBAIXO

TARTARUGAS ATÉ LÁ EMBAIXO

Autor: John Green

Editora: Intrínseca

Páginas: 256

Ano: 2017

Nota: 4,5/ 5

Sinopse: Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, o autor do inesquecível “A Culpa é das Estrelas”, lança o mais pessoal de todos os seus livros: “Tartarugas Até Lá Embaixo”

A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto tenta lidar com o próprio transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, distúrbio mental que o afeta desde a infância –, “Tartarugas Até Lá Embaixo” tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.



Olá leitores!!! Tudo bem com vocês? Hoje temos nossa primeira resenha de 2018, espero que gostem. Eu comecei o ano com um livro que queria muito ler, desde seu lançamento vem sendo muito comentado por todos. Depois de seis anos o autor, John Green lançou um livro que fez e está fazendo um sucesso incrível em todo o Brasil. Não tinha como a editora intrínseca errar no lançamento de Tartarugas Ate Lá Embaixo, que é o melhor livro do autor, sem dúvidas esse livro está guardado no meu coração.

Tudo começa com o desaparecimento de um bilionário, Russell Pickett. Aza Holmes e sua melhor amiga, Daisy, começam a investigar esse acontecimento, já que estão oferecendo 100 mil dólares para quem der uma informação concreta do paradeiro do bilionário. Mas por um acaso ou por foças do destino o filho de Russel era um amigo do passado de Aza e que agora é um garoto perdido com um pai desaparecido. Mas sabem aquele momento que crescemos e um amigo acaba se perdendo no passado por algum motivo e você não teve mais notícias dele? É isso que acontece com Aza e Davis. Mas o desaparecimento do pai dele pode fazer os dois voltarem a serem amigos, ou até mais que isso.


Como todo livro do John Green esse também faz o leitor pensar, e muito. A protagonista, Aza, tem TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) que faz com que ela entre em espirais de pensamentos fazendo com que se sinta cada vez pior e mais reprimida e enganada por si mesma. É bem marcante a forma que o autor trata desse transtorno no livro, é tão real e “palpável” o jeito que ele mostra como aquilo realmente acontece com as pessoas, como é não ter controle sobre seus próprios pensamentos e atitudes.

“... até você finalmente se dar conta de que não está preso na cela. Você é a cela.”

É muito bom ver o crescimento de todos os personagens, como Davis lida com seu irmão mais novo sem seu pai, como Aza vive com o seu transtorno e tenta ter uma vida normal. É lindo a forma como esses dois personagens se aproximam e como são sinceros e verdadeiros um com o outro. O livro tem inúmeras frases que faz com que o leitor leia e reflita e se coloque no lugar do personagem.

“Qualquer um pode olhar para você, mas é muito raro encontrar que veja o mesmo mundo que o seu.”

O que mais me chamou atenção no livro é a relação do Davis com a Aza, não é uma relação que vemos nos outros livros, cada um sabe seu limite e o outro respeita. É bonito ver o crescimento de ambos, mesmo que no final tudo fique perfeito eles estarão sempre ali para ser o ombro amigo um do outro, mesmo que o ali seja distante. Sabe aquele amigo que você não vê a tempos, mas que quando se reencontram é como se nada tivesse mudado? É assim que vejo a relação desses dois personagens.


Esse livro é muito bom um dos melhores do autor, a história é muito bem construída e o enredo não deixou a desejar nenhum pouco. Para quem já está familiarizado com a escrita do John Green será como rever um amigo dos velhos tempos, a leitura é leve e simples, características que o autor não perdeu com esses anos. Eu amei esse livro e indico muito.

8 de jan de 2018

OS MELHORES FILMES DE 2017

Mesmo tendo apresentado algumas peças lamentáveis, o cinema em 2017 teve seu saldo bem mais positivo do que negativo. Nesse top 10, listaremos o que consideramos os melhores filmes do ano dentro de muitos gêneros. Lembrando que se trata de um ponto de vista técnico, e que gosto não se discute.

Disclaimer: Apesar de termos achado Star Wars: Os Últimos Jedi um dos melhores filmes do ano, resolvemos não o pôr na lista, para dar chance a outros filmes que também merecem estar no top 10. O mesmo vale aos filmes de herói, em 2017 tivemos vários filmes excelentes nesse gênero, porém, limitamos nossa escolha a apenas um (o que julgamos o melhor filme de herói do ano) por motivos já citados.
Vamos à lista:



10 - T2 – Trainspotting: Apesar de ter passado bem despercebido, a sequência do clássico de Danny Boyle se mostrou um filme denso, dramático e lindo, assim como seu antecessor. Excelentes atuações e uma direção primorosa fizeram deste o filme que abre nossa lista de melhores do ano. Leiam a crítica no blog.




9 – Corra! – Jordan Peele é conhecido bastante por seu trabalho com comédia, por isso, o terror “Corra!” não foi levado à sério até sua estreia. Uma das mais gratas surpresas do ano, o longa é pautado por momentos de tirar o fôlego e fazer o público colar na cadeira. Fora a direção exemplar e uma ótima atuação de Daniel Kaluuya como Chris, o filme ainda nos apresenta uma excelente discussão sobre o racismo.
Destaque para as reviravoltas, que me deixaram maluco!




8 – Dunkirk: “Christopher Nolan fazendo filme histórico.” Essa frase sozinha já venderia o filme. O diretor de Interestelar e de Amnésia nos surpreendeu com seu longa sobre A Batalha de Dunkirk, ocorrida em 1940, no litoral da França.
Apesar de não ter muito derramamento de sangue como outros longas sobre Segunda Guerra Mundial, Dunkirk consegue demonstrar a brutalidade da guerra tão bem ou melhor do que os outros. A direção de Nolan mostra uma visão bem menos poética do período, pesando muito mais na crueza dos acontecimentos. Por conta disso, o filme se torna bem intenso e angustiante. Obrigatório para os fãs do diretor.




7 – It: A Coisa: Ao contrário de A Torre Negra, outra adaptação de uma obra do mestre Stephen King, It: A Coisa foi um sucesso em todos os sentidos.
Mesmo tendo um tom ligeiramente diferente do esperado, o filme não decepcionou em nada do que propôs a entregar. Com seus personagens incrivelmente carismáticos, um vilão amedrontador e cenas de terror muito bem construídas, o filme de terror do palhaço Pennywise se tornou o mais rentável da história dos Estados Unidos. Tem crítica no blog.




6 – Bingo: O Rei das Manhãs: Já que o assunto é palhaço, vamos para um filme nacional. O filme inspirado na história de Arlindo Barreto foi uma excelente surpresa e já se estabeleceu como um dos melhores filmes nacionais de todos os tempos.
A direção de Daniel Rezende é impecável, o clima dos anos 80, os figurinos, a trilha sonora e a atuação hipnotizante de Vladimir Brichta como Augusto Mendes fez o filme ser cotado para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, e mesmo ele não tendo conseguido chegar aos indicados, continua sendo um dos melhores do ano.




5 – War For The Planet Of The Apes: O capítulo final da história do macaco Caesar (Andy Serkis) já era esperado em qualquer lista de melhores do ano. Conseguindo ser ainda melhor que seus dois antecessores, o longa nos deu uma visão ainda melhor da sociedade dos símios e conseguiu empolgar e emocionar na mesma medida. Fechou a trilogia com chave-de-ouro.
Confira nossa crítica para mais informações.




4 – Mãe!: Filme polêmico, que dividiu opiniões e incomodou muitas pessoas com suas cenas fortes. O longa de Darren Aronofsky é recheado de metáforas e alegorias religiosas.
Os que conseguirem decifrar o filme e se satisfizerem com suas propostas vão encontrar uma experiência cinematográfica excelente. Com grandes atuações de Michele Pfeiffer, Ed Harris, Jennifer Lawrence e Javier Bardem, a película foi feita para chocar e incomodar. Recomendo a todos que não tem estômago fraco e que tem paciência para fazer a mente trabalhar durante uma história.




3 – Logan: O QUE FALAR DE LOGAN? Uma despedida perfeita para Hugh Jackman? Sim!
O terceiro filme do Wolverine conseguiu nos fazer esquecer de tudo que vimos nos dois últimos. Recheado com uma violência crua, que é muito presente na vida do próprio Logan, o filme nos entregou uma trama voltada aos personagens. Não é um filme sobre o Wolverine, e sim sobre o Logan. Emocionante e agressivo, o longa nos entrega excelentes performances de Patrick Stewart (Charles Xavier) e Hugh Jackman. Sem falar da estreante Dafne Keen (Laura/X-23). Além de ser o melhor filme de herói do ano, é o melhor filme do universo dos X-men e um dos melhores filmes de herói já feitos, junto com O Cavaleiro das Trevas.




2 – Baby Driver: Consideramos esse filme a maior surpresa de 2017. O longa sobre o jovem motorista de fuga, com um problema de audição e viciado em música nos rendeu momentos emocionantes durante sua exibição.
Com uma técnica impecável, Edgar Wright consegue transformar filme e música em uma coisa só com este filme. O ritmo é tão intenso que durante a exibição, você se pega sem saber como o filme vai acabar. Cada tiro é uma batida, cada movimento é uma nota. A escalada dos acontecimentos torna uma simples história de assalto em uma experiência eletrizante. Melhor filme do Edgar Wright, apesar de não discutirmos se alguém der esse posto à Scott Pilgrim.





1 – Blade Runner 2049: A continuação do aclamado longa de ficção cientifica de Ridley Scott nos traz de volta ao mundo dos replicantes de uma forma espetacular.
Com um ritmo lento e silêncios propositais, o longa dirigido por Denis Villeneuve nos leva a uma jornada de autodescoberta com K (Ryan Gosling). Fotografia primorosa, direção impecável, excelente roteiro e muita emoção trouxeram esse filme à nossa primeira colocação e elevou Villeneuve como um dos maiores diretores da sua geração.
Leiam a crítica no blog.



Por: Rennan Gardini
 renata massa