11 de jul de 2018

OUTSIDER - RESENHA

OUTSIDER

Autor: Stephen King

Editora: Suma

Páginas: 528

Ano: 2018

Sinopse: Um crime indescritível. Uma investigação inexplicável. Uma das histórias mais perturbadoras de Stephen King dos últimos tempos. O corpo de um menino de onze anos é encontrado abandonado no parque de Flint City, brutalmente assassinado. Testemunhas e impressões digitais apontam o criminoso como uma das figuras mais conhecidas da cidade — Terry Maitland, treinador da Liga Infantil de beisebol, professor de inglês, casado e pai de duas filhas. O detetive Ralph Anderson não hesita em ordenar uma prisão rápida e bastante pública, fazendo com que em pouco tempo toda a cidade saiba que o Treinador T é o principal suspeito do crime. Maitland tem um álibi, mas Anderson e o promotor público logo têm amostras de DNA para corroborar a acusação. O caso parece resolvido. Mas conforme a investigação se desenrola, a história se transforma em uma montanha-russa, cheia de tensão e suspense. Terry Maitland parece ser uma boa pessoa, mas será que isso não passa de uma máscara? A aterrorizante resposta é o que faz desta uma das histórias mais perturbadoras de Stephen King.



O homem comum não precisa de muito para se manter feliz. Casa, família, emprego, uma cerveja com os amigos, assistir seu time favorito, fazer amor, ouvir música, coisas simples e essenciais, sobretudo para o americano comum que vive em uma cidade pequena. Mas e se de repente todas as coisas simples fossem substituídas por medo e incertezas? E se de repente a vida de um homem virasse de cabeça para baixo?

Outsider é o mais recente romance do escritor americano Stephen King, se tratando de uma mescla de suspense policial com o bom e velho horror pelo qual o autor é tão conhecido.
Certo dia a pequena Flint City é tomada por um crime terrível. O assassinato brutal de um menino de onze anos chamado Frank Peterson. Todas as evidências apontam para Terry Maitland, o treinador do time infantil de baseball da pequena cidade, e o detetive Ralph Anderson prontamente efetua a prisão, da maneira mais humilhante possível, na frente de mais de mil pessoas. Porém, Maitland tem um álibi perfeito e mesmo com todas as provas, incluindo DNA, digitais e testemunhas o oculares apontando diretamente para o treinador, o álibi parece inquebrável. Não demora muito para o mistério ganhar uma proporção absurda e Ralph Anderson começar a se perguntar, como uma pessoa pode estar em dois lugares ao mesmo tempo?

Outsider demonstra mais uma vez a grande versatilidade de Stephen King, que é relativamente novo no mundo dos suspenses policiais. Desde o princípio, o leitor se vê horrorizado pelo crime, intrigado pelas evidências e pelas dúvidas que vão surgindo quanto ao caso.
Importante frisar que Outsider entrega Spoilers de Mr. Mercedes e alguns pontos importantes de toda a trilogia Bill Hodges, então se você ainda não leu, dá tempo de pegar os três livros antes de partir para Outsider.

Quanto aos personagens, Ralph Anderson consegue se sustentar como protagonista ao exaltar todas as suas dúvidas, tanto as que provém do fato de ele nunca ter sido responsável por um caso tão cruel e estranho, quanto as provenientes das atitudes que ele tomou acerca da prisão de Terry Maitland. Durante o livro, o leitor pode se encontrar no mesmos conflitos que Ralph se encontra. King mais uma vez acerta em cheio em suas descrições, fazendo o leitor sentir ojeriza do crime e dúvidas quanto a inocência de Terry Maitland, bem como o ceticismo fervoroso de Ralph Anderson, que lentamente vai caindo por terra. Outra grata surpresa, vinda direto da Trilogia Bill Hodges, foi a doidinha Holly Gibney e seu carisma absurdo, que ajuda tanto na construção da história e da sucessão de eventos que levam ao final, quanto a construção do próprio protagonista do livro. A dinâmica entre Holly e o detetive Anderson é a melhor parte dessa história.


A Suma de Letras, mais uma vez, fez um trabalho sensacional com um livro do mestre King. Mantendo a capa e o título originais do livro, quanto a tradução, foi “rápida e precisa”, como diriam para Schwarzenegger em Comando Para Matar. A Suma de Letras teve um carinha especial com essa obra, assim como tem com todas as obras do mestre Stephen King.

Outsider é mais uma obra fundamental para os fãs do autor e dos gêneros de suspense policial e horror. Até agora foi a melhor leitura de 2018, e acho difícil isso mudar. Com suas mais de 500 páginas, que são incrivelmente dinâmicas, o livro fica mais instigante a cada parágrafo. Super Recomendado!
Aconselhamos lerem a Trilogia Bill Hodges antes! Para evitar os Spoilers.


Por: Rennan Gardini

1 de jul de 2018

HEREDITÁRIO E O PESO DO LUTO – CRÍTICA


Começo dizendo que Hereditário vai contra as convenções do gênero e procura subverter ao máximo o que se espera de filmes de terror modernos. Não se trata de um filme para reunir os amigos e ir tomar uns sustos em uma sessão as duas da tarde no shopping mais próximo. Se trata acima de tudo de um filme muito bem realizado, que articula muito bem as quebras de expectativa e é um perfeito exemplo de filme de estreia que nos deixa ansiosos para ver mais produções de seu realizador, no caso, Ari Aster. Dito tudo isso, vamos para a sinopse.

Após a morte da reclusa avó, a família Graham começa a desvendar algumas coisas. Mesmo após a partida da matriarca, ela permanece como se fosse uma sombra sobre a família, especialmente sobre a solitária neta adolescente, Charlie, por quem ela sempre manteve uma fascinação não usual. Com um crescente terror tomando conta da casa, a família explora lugares mais escuros para escapar do infeliz destino que herdaram.

Hereditário vai na onda dos filmes de terror de altíssima qualidade que o cinema vem lançando. A construção da trama opera de forma descendente, após o falecimento repentino da avó, a família Graham entra em uma sucessão de eventos que leva ao seu declínio, e o roteiro e a direção de Aster acertam em demonstrar como o luto e a solidão operam nos membros da família. Temos o pai (Gabriel Byrne) que é capaz de tudo para manter a integridade mental da família, a mãe (Toni Collette) que busca uma maneira de suprimir toda a sua dor de um jeito que não fique completamente maluca, o filho adolescente (Alex Wolff) que desconta sua frustração nas coisas da vida e a filha esquisita (a estreante Milly Shapiro) que mesmo após perder a avó não faz questão de ser menos fechada em seu mundinho.


A estrutura da família e de seus membros opera muito mais de uma maneira mundana do que estamos acostumados a ver no cinema em geral. O casal fechado, os filhos isolados, os jantares silenciosos e a dor gritante e ainda assim calada.
Se Hereditário causa estranhamento e muitas vezes se demonstra difícil de entender, é porque o próprio Aster não faz questão de fazer com que toda a trama seja clara desde o início. O sentimento que o público tem ao assistir é incomodo, a cada cena que dura mais do que o espectador espera é possível sentir isso, ao invés de termos o corte rápido que é comum em filmes do gênero e funciona quase como um band-aid arrancado rapidamente para a dor ser menor, temos a permanência do plano, que faz a angústia ser ainda maior e demonstra como não são necessários os famigerados Jump Scares para fazer o público ficar completamente aterrorizado.

A única ressalva é a de que no fim, o filme utiliza de uma explicação desnecessária para o entendimento completo da trama. Visto que a trama do filme é cercada de momentos que exigem de um poder de interpretação tardio do público, esta explicação acaba quebrando o divertido exercício de repassar o filme na mente para uma total compreensão da trama.
Quanto ao elenco, Toni Collette brilha com uma interpretação cheia de explosões emocionais e frases fortes, enquanto Gabriel Byrne entrega uma sutileza que demonstra o quanto seu personagem está em conflito entre sentir a dor e se manter inteiro pelo bem da família. Alex Wolff demonstra com perfeição a confusão de uma pessoa que já está numa fase da vida que consegue compreender as consequências de seus atos, mas não consegue reagir a elas, e Milly Shapiro convence bastante como a pré-adolescente outcast que sente falta da avó.


Hereditário se mostrou mais uma excelente adição à nova safra de filmes de horror que vem surgindo. E apesar da ressalva, continua sendo um dos melhores filmes do ano e pode vir com força total na futura temporada de premiações, se não for ofuscado por outros títulos.

Não tome minha palavra como certa. Basta assistir e sentir.

Obrigatório para os fãs do gênero.

Por: Rennan Gardini

5 de mai de 2018

RESENHA: A CAÇADORA DE DRAGÕES


A Caçadora de Dragões

Autora: Kristen Ciccarelli

Editora: Seguinte

Páginas: 408

Ano: 2018

Sinopse: Quando era criança, Asha, a filha do rei de Firgaard, era atormentada por sucessivos pesadelos. Para ajudá-la, a única solução que sua mãe encontrou foi lhe contar histórias antigas, que muitos temiam ser capazes de atrair dragões, os maiores inimigos do reino. Envolvida pelos contos, a pequena Asha acabou despertando Kozu, o mais feroz de todos os dragões, que queimou a cidade e matou milhares de pessoas — um peso que a garota ainda carrega nas costas.
Agora, aos dezessete anos, ela se tornou uma caçadora de dragões temida por todos. Quando recebe de seu pai a missão de matar Kozu, Asha vê uma oportunidade de se redimir frente a seu povo. Mas a garota não vai conseguir concluir a tarefa sem antes descobrir a verdade sobre si mesma — e perceber que mesmo as pessoas destinadas à maldade podem mudar o próprio destino.



Olá amantes literários, como vocês estão? E as leituras de início de ano estão boas ou não? As minhas não poderiam estar melhores, mas antes de falar sobre as minhas leituras eu preciso me apresentar. Eu sou Beatriz Holanda, mas podem me chamar de Bia, uma das novas integrantes do blog. Irei tentar resenhar sobre os mais diversos tipos de livros e espero que vocês gostem, espero também que minhas resenhas melhorem com o tempo. Sem mais delongas, vamos a primeira resenha. 

Quando era criança Asha sempre acordava no meio da noite por causa de seus inúmeros pesadelos, então sua mãe começou a contar histórias antigas para acalma-la. Mas essas narrações de histórias antigas levou a rainha a morte, pois todos sabem o que acontece com contadores de histórias (ou morrem através de uma doença rara ou são atacados por um dragão). Depois da morte de sua mãe Asha começou a se encontra com o dragão ancestral Kozu, para lhe contar histórias que um dia sua mãe usou para acalma-la, mas Kozu se voltou contra ela e seu povo, deixando o seu reino em ruínas e uma horrorosa cicatriz em seu corpo.

 Depois de oito anos a princesinha Asha se tornou na odiada e temida Iskari e a única forma de redenção para ela é se casar com o cruel Jarek (a pessoa que mais sofreu coma destruição de Kozu) ou causar a extinção dos dragões. Com a união dos dois tão próxima seu pai oferece uma missão em troca de sua liberdade. Asha deve caçar e matar seu pior pesadelo, Kozu.


Os planos de Asha começa a mudar quando seu irmão Dax pede para salvar o criado pessoal de seu noivo, como se isso não bastasse ela começa a ter sonhos com o primeiro herói do Antigo, com missões propostas pelo próprio Antigo. Todas essas reviravoltas vão fazer com que a temida Iskari reveja todos os seus conceitos do mundo e de si própria.

Nos primeiros capítulos nos vemos uma protagonista que aceita sua essência corrompida e que acredita piamente que a única forma de conseguir sua liberdade e redenção é através das ordens de seu pai. No decorrer do livro ela vai ser tornando um pouco mais consciente do que ocorre ao seu redor, tanto em relação a escravidão que seu povo pratica com outro povo (com a falsa justificativa de precaução) como a caça e morte dos dragões.

O livro é bem complexo e apresenta inúmeras reviravoltas, é o tipo de fantasia onde não se pode confiar em nenhum personagem e nem se pode confiar na veracidade da história do reino. Com uma mistura de “A maldição do vencedor” (em relação a sociedade) e “Eragon” (em relação a apresentação dos dragões), “A caçadora de dragões” traz uma perspectiva diferente entre os heróis e os vilões. O único ponto que deixou a desejar foi a falta de um mapa, seria bem mais interessante acompanhar as reviravoltas do livro com um mapa já descrito no livro.



Por: Beatriz Holanda

14 de abr de 2018

UM LUGAR SILENCIOSO - CRÍTICA


O silêncio é um recurso bastante explorado no cinema. Seja em Alien – O Oitavo Passageiro (1979) ou no recente A Ghost Story (2017), o silêncio já foi utilizado para criar tensão, um clima de suspense, momentos de reflexão ou mesmo um sentimento profundo de solidão. Um filme de terror, mesmo que seja pouco inspirado, deve saber explorar ao menos um pouco o conceito de silêncio e utilizá-lo como uma ferramenta narrativa. E é no silêncio que a trama de Um Lugar Silencioso se apoia.

O filme segue a vida da família Abbot, que vive assombrada por criaturas monstruosas e deve viver em completo silêncio para sobreviver, já que o perigo é ativado pela percepção de som. John Krasinski, o eterno Jim de The Office, além de estrelar o filme, assina a direção e o roteiro, e sua pouca experiência não afeta nem um pouco o filme.


Tanto o roteiro, quanto a direção de Krasinski são eficientes em fazer o espectador entender o que se passa em tela, sem a necessidade de uma explicação didática e pouco natural. Logo nos primeiros momentos da trama é possível perceber desde os meios que a família utiliza para manter sua rotina em completo silêncio, até o motivo pelo qual eles precisam se manter em silêncio. Olhares, elementos no cenário, atitudes dos personagens e uma sequência de ação excelente ajudam a criar um clima inicial, que se mantém até o fim do filme e logo após a primeira cena, o público está imerso na história.

O uso do som é o ponto forte da direção de Krasinski, que nos põe na pele tanto da maior parte da família Abbot, com o silêncio absoluto que é repentinamente cortado, quanto na pele de Regan, a filha deficiente auditiva do casal Abbot, proporcionando momentos angustiantes de barulhos abafados. Em certo ponto do filme, os espectadores estão tão acostumados com o silêncio, que o mínimo som os faz pular da cadeira. Os momentos tensos são abrilhantado por uma câmera fechada e sequências bem dinâmicas.

Falando no elenco. Os estreantes Millicent Simmonds e Noah Jupe demonstram o medo, a vulnerabilidade e a inesperada coragem de crianças que se encontram em uma situação de perigo. Emily Blunt demonstra a preocupação e o sofrimento de uma mãe em uma interpretação bem expressiva e John Krasinski, além de dirigir brilhantemente o filme, consegue comedidamente balancear o pesar de todas as perdas que sofreu e a coragem de um pai que tenta de todas as formas proteger sua família, diga-se de passagem uma das cenas mais emocionantes do filme só foi possível graças a sua interpretação. Destaque para a química entre ele e Emily Blunt, que já era mais que esperada, já que os dois são realmente um casal.


O contraste entre o silêncio e o barulho, somado às cenas de perigo, closes demorados e as ótimas interpretações tornam Um Lugar Silencioso, uma excelente experiência cinematográfica e um suspense bem preciso e bem realizado. Um verdadeiro destaque para o gênero.


Por: Rennan Gardini

18 de mar de 2018

TOP 10 – OS MAIS INFLUENTES CINEASTAS MODERNOS

Por trás de um grande filme existe alguém para pôr tudo na linha. Desde os Irmãos Lumiere, várias personalidades deixaram sua marca no mundo do cinema, sendo cineastas bons ou ruins, todos têm suas peculiaridades e são lembrados por isso. Nesse post, iremos citar alguns dos diretores mais influentes e autorais da modernidade, no intuito de mostrar que apesar de só enxergarmos o que está à frente das câmeras, muito da magia do cinema acontece atrás das câmeras.

10 – David Fincher:


Desde o início é possível notar a mão de David Fincher em suas produções. Tudo, desde à maneira que conduz os personagens extremamente inteligentes de seus filmes, até a maneira que sua direção se associa com a montagem de seus filmes é digno de nota. Se quiser ver um Thriller Psicológico muito bem feito, Fincher é sua escolha.
-Trabalhos mais notáveis: Clube da Luta (1999); Zodíaco (2007); A Rede Social (2010)
Recomendação: Seven (1995).


9 – Wes Anderson:


Ver um filme de Wes Anderson quase sempre causa sensações positivas nos espectadores. As cores de seus filmes e seu humor visual são algumas de suas marcas registradas, bem como seus quadros perfeccionistas e seus planos detalhados, Wes Anderson trabalha seu humor em suas viradas de câmera e seus personagens caricatos. Sendo um diretor extremamente autoral, dificilmente os fãs de cinema encontrarão em outros filmes as virtudes cinematográficas de Anderson.
-Trabalhos mais notáveis: Os Excêntricos Tenenbaums (2001); O Fantástico Sr. Raposo (2009); Moonrise Kingdom (2012)
Recomendação: O Grande Hotel Budapeste (2014).


8 -  Paul Thomas Anderson:


Excelentes movimentos de câmera, às vezes mesclados em planos longos e planos-sequência igualmente brilhantes são algumas das marcas de Paul Thomas Anderson. Sendo um dos cineastas mais ambiciosos da atualidade, seus filmes são compostos quase como quadros, devido ao incrível senso estético do diretor. A marca visual de seus filmes e seus diálogos e cenas extensos os tornam uma boa pedida para todos os cinéfilos.
-Trabalhos mais notáveis: Magnólia (1999); Boogie Nights (1997); Trama Fantasma (2017)
Recomendação: Sangue Negro (2007)


7 – Darren Aronofsky:


Indicado ao Oscar de Melhor Diretor por Cisne Negro, é muito conhecido por explorar muito bem o psicológico de seus personagens e fazer o público se sentir na pele dos mesmos. Utiliza-se de muitas metáforas e temas pesados para a construção de seus roteiros e utiliza bastante a câmera na mão como um dos recursos de sua direção, criando cenas perturbadoras, mas ainda assim incríveis.
-Trabalhos mais notáveis: Requiem Para Um Sonho (2000); O Lutador (2008); Cisne Negro (2010)
Recomendação: Mãe!


6 - Clint Eastwood:


Outrora um excelente ator de filmes de faroeste, Clint Eastwood se tornou também um excelente diretor. Com uma visão crua e realista do mundo e da violência presente nele, Clint consegue extrair grandes performances de seus atores. Tendo dois Oscars de Melhor Diretor e dois Oscar de Melhor Filme em sua carreira, Eastwood nos mostra que mesmo depois de tanto tempo, continua um dos melhores cineastas em atividade.
-Trabalhos mais notáveis: Sniper Americano (2014); Million Dollar Baby (2004); Gran Torino (2008)
Recomendação: Sobre Meninos e Lobos (2003).


5 – Christopher Nolan:



O diretor britânico se tornou bastante popular pela complexidade de suas tramas. Sua parceria com Hans Zimmer nos brindou com algumas das melhores trilhas sonoras dos últimos tempos. A montagem de seus filmes é um show à parte e cria tramas paralelas bem tensas, normalmente estreladas por atores que costumam trabalhar bastante com Nolan, como Michael Caine. Todos estes fatores transformaram Nolan em um dos diretores mais queridos entre a crítica, os cinéfilos e até o grande público.
-Trabalhos mais notáveis: O Grande Truque (2006); Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008); Interestelar (2014)
Recomendação: Amnésia (2000).


4 – Os Irmãos Coen:


Joel e Ethan Coen são uma dupla de cineastas que ganharam notoriedade nos anos 80. Criaram uma legião de fãs nos anos 90 ao lançarem O Grande Lebowski e é fácil reconhecer seus trabalhos pela violência e a maneira única com que tratam o drama, o suspense e principalmente o humor negro. A parceria dos dois com o diretor de fotografia Roger Deakins ajudou a criar um tom único em seus filmes, bem como a esposa de Joel, Frances McDormand, que frequentemente estrela seus filmes. Ostentam dois Oscar de Roteiro, Um Oscar de Melhor Diretor e Um Oscar de Melhor Filme.
-Trabalhos mais notáveis: O Grande Lebowski (1998); Fargo (1996); Bravura Indômita (2010)
Recomendação: Onde os Fracos Não Tem Vez (2007).


3 – Steven Spielberg:


Criador do primeiro blockbuster da história (Tubarão), mestre dos filmes para toda a família. Talvez Spielberg seja o cineasta mais famoso da história. Todos os seus filmes acumulam gigantes bilheterias e sua versatilidade é notável, indo desde suspenses, passando por filmes família e até mesmo animações e chegando em dramas extremamente profundos. Steven Spielberg cravou seu nome na história do cinema e isso é inegável.
-Trabalhos mais notáveis: Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida (1981); Tubarão (1975); Jurassic Park (1993)
Recomendação: O Resgate do Soldado Ryan (1998).


2 – Quentin Tarantino:


Diálogos extremamente inteligentes, frases marcantes, violência extremamente plástica e exagerada, ótimos personagens, trilhas sonoras memoráveis, cenas longas e bastante tensas, movimentos de câmera e milhões de referências à cultura pop. Quentin Tarantino consegue unir perfeitamente o cinema cult com o cinema mainstream, não faltam motivos para pôr este cineasta na lista ou na lista de qualquer cinéfilo mundo afora. Seus filmes são aclamados pela crítica e público, o que rendeu duas estatuetas do Oscar por roteiro original.
-Trabalhos mais notáveis: Cães de Aluguel (1992); Kill Bill (2004); Bastardos Inglórios (2009)
Recomendação: Pulp Fiction (1994)


1 – Martin Scorsese:


Possivelmente o maior cineasta vivo. Martin Scorsese foi criado nos subúrbios de Nova Iorque e decidiu dedicar várias de suas obras a este cenário. Com uma versatilidade incrível, conseguiu passar pelas décadas e expor um pouco de sua visão em cada um de seus filmes. Com parcerias inconfundíveis, como Robert De Niro e Leonardo DiCaprio, Scorsese prova conseguir moldar seus atores, mesmo os mais inexperientes, e entregarem performances incríveis. Sua direção se enriquece com seu uso perfeito da trilha sonora e a violência realista.
Martin Scorsese conquistou o primeiro lugar na nossa lista e marcou para sempre a história do cinema por um simples fato. Ele sabe muito bem como contar uma história.
Tem post sobre ele aqui no blog.
-Trabalhos mais notáveis: Taxi Driver (1976); Touro Indomável (1980) Os Bons Companheiros (1990)
Recomendação: Os Infiltrados (2006).


Esperamos que tenham gostado do post. Se faltou algum diretor, podem deixar nos comentários. Em breve teremos mais top 10 sobre cinema!


Por: Rennan Gardini

 renata massa